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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

4 Métricas Online para Marketing Efetivo

As empresas estão aumentando o uso de ferramentas de análise para classificar o comportamento dos clientes online e descobrir problemas e oportunidades.

Como os consumidores e clientes B2B usam ferramentas online para pesquisar e comprar produtos, eles deixam um rastro de dados valiosos no caminho. Esta mina de ouro está despertando um interesse sobre a análise de mídias sociais e web entre as empresas, que veem a imensa oportunidade de entender melhor seus clientes e prospects. “O objetivo é prover maior engajamento aos usuários e experiências relevantes que os faça navegar com mais eficiência e, portanto, permanecer mais tempo no website da empresa”, diz Eric Hansen, CEO do SiteSpect.

O analista da Forrester, Joe Stanhope, discute que o clima financeiro conturbado é outra razão porque as empresas estão focando em análise. “Nós estamos tecnicamente fora da recessão, mas tem sido uma longa recuperação”, ele diz. Com orçamentos apertados, as empresas querem se certificar que cada dólar vai otimizar suas estratégias de marketing.

Sabendo que o web Analytics pode identificar problemas e oportunidades, empresas tem adotado cada vez mais ferramentas para categorizar o comportamento online dos clientes.

Contudo, algumas organizações recusam a perspectiva de embarcar em um complexo projeto de Web analytics que visa compilar dados de todos os pontos de contato on-line. Experts recomendam começar com ferramentas básicas que proporcionem uma visão ampla, e então acrescentar análises mais profundas para mais detalhes. Aqui estão quatro métricas comuns que as empresas podem usar para começar:

1.  Determinar a taxa de rejeição: Simplesmente captar uma pessoa para visitar o seu site não é suficiente. Se os clientes estão visitando a homepage de uma empresa e não estão explorando a fundo, existe um problema. O analista de pesquisa da Gartner, Bill Gasman diz que mesmo ferramentas básicas como o Google Analytics são um ponto de partida para observar a taxa e rejeição. Ele também recomenda construir relatórios em formato de funil, que representam onde os clientes estão caindo, pontuando áreas que necessitam de melhoras. Também é importante acertar quais clientes tem valor de negócio, porque eles estão no site, e o que eles estão fazendo. Isso ajudará a determinar em quais clientes focar os esforços de retenção.

2. Rever as sessões pelas quais o cliente passou: A jornada de compras não é sempre retilínea. Por exemplo, clientes acessam um site de uma empresa, escolhem itens que desejam comprar, mas ao invés de fazer a compra, abandonam o carrinho e vão embora.  É crucial para uma empresa entender porque isso aconteceu, e se o cliente encontrou um obstáculo em algum ponto durante o processo, que causou o abadono da compra. Quaero, diretor da Analytics Roman Lenzen, usa o exemplo de um cliente procurando por um quarto de hotel, e vai pulando de um site para outro. “Entender comportamentos dá às empresas mais clareza de quem é o cliente, o que ele está procurando, e quando é o melhor momento para comunicar-se com ele”. Gassman diz que uma boa ferramenta para determinar as razões pelas quais clientes abandonam um site antes de completar a compra é um aplicativo que permite que os analistas revejam as sessões pelas quais o cliente passou, e entender qualquer frustração ou bloqueio que o consumidor tenha encarado ao usar o site.

3. Medir atribuições de campanhas: Hoje em dia, as expectativas do cliente são complexas, levando em conta quem não pensa duas vezes sobre usar diferentes mídias para o mesmo propósito, como por exemplo, usar um laptop, smartphone e tablet para acessar a internet e comprar online. Em alguns casos, usam vários canais para uma compra; talvez procurando um produto em seu smartphone, mas completando a compra usando laptop. O Stanhope da Forrester diz que as empresas estão tentando entender todos os passos digitais de seus clientes e prospects. “Marketeiros querem entender quais canais de fato fazem a diferença e qual combinação de canais funciona”. Os atributos das análises são desenhados para ajudar os profissionais de marketing a entender quais de seus esforços estão funcionando e quais não estão. O fundador do “Web Metrics guru”, Marshall Sponder, diz que muitas empresas estão combinando uma infinidade de métricas, como taxas de rejeição e taxas de abertura, para obter uma imagem mais holística.

4. Categorizar o impacto das redes sociais: Usar painéis de controle para medir opiniões e menções, bem como o impacto daquela atividade social, é essencial para classificar a atividade dos clientes online. De acordo com o SiteSpect da Hansen, o objetivo das métricas e monitoramento de mídias sociais é entender como uma marca está influenciando os usuários. Contudo, influência é algo obscuro e difícil de medir, ele adverte. Mas, “quando feita da maneira certa, a análise de mídias sociais é preciosa”, diz Scott McCartney, gerente de vendas e marketing da eClerx. O Gassman da Gartner cita como exemplo uma manufatura de chocolates que estava recebendo críticas em canais sociais, e usando análise determinou que ao invés de prejudicar a empresa, os comentários negativos estavam trazendo novos negócios. “Se não soubessem disso, eles teriam reagido de uma forma diferente e tentado silenciar algo que estava trabalhando em seu favor”, disse ele.

Fonte: Cynthia Clark do Blog1to1

terça-feira, 16 de outubro de 2012

5 ações para complementar o seu marketing digital


Empresas da Internet utilizam com sucesso as clássicas estratégias mercadológicas: Otimização de Sites – SEO, eMail Marketing, Programa de Afiliados, Links Patrocinados, Mídias Sociais e Marketing de Permissão. Todas estas estratégias são excelentes e trazem, em maior ou menor grau, resultados em termos de exposição de marca, visitação e vendas, sendo que o grau de eficácia de cada uma vai depender das características da empresa e do produto comercializado. Isso significa que a melhor estratégia para uma empresa pode não ser a melhor para outra, portanto, para saber o que realmente funciona melhor para a situação específica de sua empresa, você deve testar e aprimorar cada uma das estratégias.

Além destas, vale a pena relembrar algumas outras ações que você pode utilizar, e que complementarão o arsenal de marketing digital da empresa.  

Estabeleça parcerias

A realização de boas parcerias estratégicas é uma ação extremamente eficaz e de fácil implantação em função da grande conectividade da Web. As parcerias ampliam o alcance da empresa facilitando o acesso a novos mercados. Para isso, deve-se buscar parceiros que ofereçam produtos ou soluções complementares Exemplo: uma pet-shop poderia ter como parceiro um profissional veterinário que a indique através de links no website e que por sua vez também seria indicado por meio de links no site da Petshop. Note que para ter continuidade, uma parceria deve ser benéfica para ambos e também para os clientes comuns, ou seja, uma relação ganha-ganha-ganha.  

Apresente novidades

Os usuários são atraídos por novidades, portanto, a sua loja virtual ou seu site de conteúdo ou blog deve, sempre que possível, oferecê-las.  Pode ser um produto totalmente novo que atenda alguma necessidade específica de seus clientes, ou um produto remodelado de forma a atingir com mais eficácia o mesmo objetivo. As novidades fornecerão a oportunidade que você precisa para se comunicar com seus usuários, usando as estratégias tradicionais de comunicação como email, o texto no próprio site, vídeos, artigos, entre outros

Renove o visual de seu site

Você não precisa mudar a comunicação visual do site todo mês, porém é conveniente fazer esporadicamente mudanças que deem um aspecto de novo ao site. É como uma reforma parcial e uma nova pintura em uma casa.  Vai continuar sendo a mesma casa, porém renovada e com aparência de nova. O ideal é que as modificações, além de tornar o site mais bonito melhorem de maneira perceptível a experiência de navegação e compra do usuário. Para potencializar o efeito da renovação, apresente novos produtos e promoções que atraiam e estimulem o usuário a realizar a ação desejada.   

Participe de eventos como palestrante

Assim como ocorre com a publicação de artigos, em uma palestra ou curso você terá oportunidade de mostrar o seu conhecimento sobre o assunto em questão, bem como apresentar a sua empresa como fornecedora de boas soluções na área. Além dos eventos presenciaias existe também a interessante possibilidade de realização de palestras virtuais.

Publique artigos regularmente

Nem todas as pessoas gostam de escrever, e realmente escrever um bom artigo exige uma carga razoável de trabalho, mas se isso não for problema para você, procure publicar regularmente artigos relacionados a sua área de atuação da empresa, sempre explicitando no final, quem é o autor e colocando links para o site. Os artigos poderão ser livremente copiados por outros sites ou blogs que ganharão novo conteúdo e divulgarão o seu nome e o de sua empresa. 

Fonte: Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Consultor especialista em e-commerce, autor do livro Google Adsense: como gerar receita com seu site ou blog, e editor do site www.e-commerce.org.br.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O que vender na Internet: atributos de um produto vencedor

Como consultor de empreendedores na Internet, uma das questões que ouço com freqüência diz respeito à escolha do produto a ser comercializado.  E realmente trata-se de uma preocupação importante, pois uma avaliação errada aqui pode comprometer o futuro do empreendimento.  Vamos ver alguns parâmetros que devem nortear essa importante decisão.

O produto deve atender alguma necessidade real do consumidor 
Qualquer produto que pretenda o sucesso deve atender a alguma necessidade Ninguém compra uma roupa nova porque não sabia o que fazer com o dinheiro. Compra porque, além de não pode andar nu, aquela determinada roupa o faz sentir-se melhor. Existem aqui duas necessidades: a mais óbvia é a de proteção e de bem-estar que a roupa oferece e a mais sutil é a de se sentir mais bonito ao vestir-se com ela.  Tente pensar a que tipo de necessidades seu produto atende. Se é de segurança, de lazer, de mais qualificação profissional, uma necessidade técnica, ou outras. Anote essas informações por escrito em seu planejamento, pois lhe será útil na apresentação e divulgação do produto. Tenha sempre em mente que se você não souber com clareza quais são os benefícios decorrentes da compra de seu produto, vai ter dificuldades em convencer o visitante de seu site a comprá-lo.    

O produto deve gerar valor ao seu comprador 
Em qualquer negócio que decida implementar na Internet, você estará, basicamente, oferecendo algo ao mercado em troca de pagamento. Esse “algo” é o seu produto. Ele pode ser um bem tangível, como um livro ou artesanato; um produto digital como software ou vídeo; serviços profissionais como  “web-design”; publicação de conteúdo especializado, entre inúmeras outras opções. Qualquer que seja o produto escolhido é fundamental ter em mente que além de atender a alguma necessidade real ou psicológica, esse produto deve oferecer valor ao seu consumidor. “Valor” é a diferença entre os benefícios gerados pelo produto e o dispêndio realizado pelo consumidor para obtê-lo.  Se o visitante de seu site perceber valor no produto ele comprará e se ele mantiver essa percepção após a utilização, retornará para mais compras e será um propagador positivo de sua empresa

O produto deve ter um bom padrão de qualidade 
Pode-se pensar na palavra qualidade como “ausência de defeitos ou imperfeições”. Antigamente, no Brasil, qualquer produto que oferecesse um bom padrão de qualidade tinha boas chances de se destacar em relação à concorrência, mas o que era um diferencial passou a ser uma necessidade. Hoje, com a internacionalização da economia, ou se oferece um produto num padrão aceitável de qualidade ou se está fora do mercado. Além da competição acirrada, os consumidores estão mais exigentes e conscientes da existência de leis estabelecendo e garantindo seus direitos.  No caso da Internet isso é mais verdadeiro ainda, porque o consumidor on-line padrão é mais esclarecido e ainda mais exigente que o consumidor tradicional.  Portanto, quem pensa em vender gato por lebre utilizando a Internet deve mudar de canal. As chances de se estabelecer no mercado e construir uma marca vendendo produtos ruins são remotas. Por outro lado, se você trabalhar duro para colocar na vitrine de sua loja virtual um produto que atenda as necessidades, gere valor e supere as expectativas de seus clientes, você deu um enorme passo rumo ao sucesso na Internet.

Fonte: Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Consultor especialista em e-commerce, autor de cinco livros sobre e-commerce e editor do site www.e-commerce.org.br.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

5 - ESTRATÉGIA: o seu site...

Algumas dicas de Estratégias do Prof. Menegatti:


- Desempenha a função de um especialista de confiança? Deve estar sempre disponível para resolver os problemas, sanar dúvidas, oferecer orientação e conselhos. 
- É o melhor canal, por meio do qual a empresa ouve o consumidor? Não? Então aqui vai uma sugestão: espalhe botões de “fale conosco” em locais de destaque, pois o site é sempre a primeira ferramenta que interage com o cliente. 
- Disponibiliza opiniões dos clientes ou convida-os para escrever resenhas dos seus produtos? Lembre-se, os clientes sempre confiarão mais na palavra de outros clientes do que a da empresa. Faça isso e você aumentará a confiança e a credibilidade, principalmente em vendas on-line. 
- Tem o link, "Fale com o Presidente"? Quer goste ou não, disponibilize um canal direto com o presidente da empresa. Quando os consumidores têm um problema, muitos decidem comunicá-lo a quem ocupa o mais alto cargo da empresa, pois acreditam que ele é a única pessoa que tem poder para resolver. 
- Possui FAQ - Perguntas Mais Frequentes? Crie uma área com perguntas/respostas, para evitar responder sempre as mesmas perguntas. Isso evita uma perda de tempo por quem vai responder e também por quem vai perguntar. Uma boa dica é começar a usar respostas em vídeo, principalmente quando a empresa está passando por algum tipo de problema. 


Uma recente pesquisa da Nielsen apontou que 55% de 70 mil clientes afirmaram que, quando buscam informações na internet, primeiro acessaram o site da empresa e depois a opinião de outros consumidores. Pense nessa oportunidade, o site da sua empresa é o eixo do seu negócio e para se construir um CGC positivo, o conteúdo deve ser útil, atual e convidativo, ou seja, um site que merece ser compartilhado e enviado para outras pessoas.


Mais dicas no site: menegatti.srv.br


Fonte: Prof. Menegatti é administrador de empresas, pós-graduado em Produtividade e Qualidade Total, MBA em Gestão Empresarial.
Site: menegatti.srv.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Copiaram meu site. E agora?

Devido à dimensão intercontinental e a facilidade de obtenção anônima de informações e arquivos na internet, o controle de cópias de conteúdo, design, programas ou arquivos por qualquer órgão público ou privado é uma tarefa muito complexa e, até hoje, bastante ineficaz.

Contar com a ética de profissionais de web design e redatores na internet não garante que seu site e seu conteúdo não apareçam em outros endereços a qualquer momento. Infelizmente, a falta de criatividade, a preguiça e a falta de bom senso prejudicam empresas e profissionais que criam e trabalham com ética. 

A primeira reação diante da cópia é a impotência: o que fazer com o sujeito que copiou meu trabalho? Para amenizar seu rancor, saiba que você não está sozinho. Em todas as áreas de trabalho, não só na Internet, mas principalmente no mercado fonográfico, a realização de cópias desautorizadas é rotina "profissional" de muitas pessoas que agem de má fé e tiram vantagem do trabalho alheio. 

Proteger os direitos autorais de um site não é nada fácil hoje em dia. Os crimes na internet estão ganhando proporções incontroláveis, principalmente no Brasil. Em uma pesquisa divulgada no final do ano passado pela empresa americana Mi2g (http://www.mi2g.com), especializada em segurança da informação e engenharia de softwares, foi constatado que o Brasil é um dos maiores laboratórios de cibercrime do mundo. 

São crimes como roubo de identidade, fraudes de cartão de crédito, violação de propriedade intelectual e protestos políticos, além de cópias de software e dados protegidos por direitos autorais. 

Outro orgulho nacional são os hackers. Entre os 10 grupos mais ativos no mundo, todos são brasileiros. Isso faz com que o Brasil só fique abaixo dos Estados Unidos na lista dos países mais atacados por hackers. Em compensação, dentre os 300 tipos de vírus identificados no mundo no ano passado, apenas 4 foram desenvolvidos no Brasil. 

Algumas medidas estão sendo tomadas para combater estes crimes. Em 2001, foi criada a 1ª Delegacia de Crimes pela Internet, uma unidade da Polícia Civil de São Paulo especializada no combate de crimes pela Internet. A delegacia se dedica a combater as atividades de hackers e ameças pela Internet. 

Denunciar crimes é um dever de todo cidadão. Isto evita que mais pessoas e empresas sejam prejudicadas. Para denunciar crimes na Internet visite o site: www.policia-civ.sp.gov.br.

Para minimizar eventuais problemas com seu trabalho e criação na internet, você deve registrar o que produziu (independentemente de serem ou não disponibilizados na web) no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional (http://www.bn.br/Script/index.asp).

De acordo com Douglas Yamashita (em "Sites na Internet e a proteção jurídica de sua propriedade intelectual", Revista da ABPI n. º 51, mar. /abr. 2001, p. 29), “embora ainda não haja um consenso e uma legislação específica quanto à proteção dos websites, o site lógico (software) está protegido pela Lei n. º 9.609/98 nos aspectos que sejam relevantes, sendo o registro de softwares efetuado no INPI. Já os textos de obras literárias, artísticas ou científicas, composições musicais, obras audiovisuais, obras fotográficas ou obras de desenho (site virtual) permanecem devidamente protegidos pela Lei n. º 9.610/98, nas condições de obras intelectuais autônomas. Por fim, o art. 7.º, XIII da Lei n.º 9.610/98 protege também a seleção, organização ou disposição do conteúdo de um website (site-mídia)”.

Notifique o webmaster do site que você sabe que ele copiou. Dê a chance de ele se retratar e modificar o trabalho ou retirá-lo da internet. Entre em contato com o provedor que hospeda o site. Denuncie. Alguns hospedeiros retiram o site do ar diante de uma denúncia. 

Não esqueça de deixar claro no seu site em uma seção ou no rodapé das páginas, que ele é registrado e que nenhum material contido no site pode ser copiado, modificado, publicado, difundido ou distribuído sem sua prévia autorização, ou da empresa que possui o site. “ Todos os direitos reservados a...” 

Uma outra dica para proteger seu site, é ter ele sempre impresso . Incrível, mas na era da internet o papel ainda pode salvar e garantir que o seu direito seja cumprido.

Fonte: Editorial Abraweb
Site: www.abraweb.com.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A internet é plural? Algumas (poucas e boas) razões para afirmar que sim

Não é raro ouvir alguns profissionais do mercado publicitário rotulando a internet como um meio concentrado na mão de alguns grupos econômicos ou regionais. Este raciocínio, que por vezes faz comparações a meios tradicionais, pode esconder algumas imprecisões que valem ser discutidas.

Em certas áreas de mídia, por exemplo, existem profissionais que ainda trabalham com a ideia que o consumidor brasileiro visita quase que exclusivamente os mesmos 5 ou 10 sites de sempre. Esta conclusão está menos baseada em achados científicos e mais em decorrência do fracasso na captura da verdadeira essência dos meios digitais: a sua pluralidade. De fato, embora muitos acabem (ou comecem) a sua navegação por estes sites, a aceitação deste argumento como uma verdade absoluta é, em certa medida, um legado mental deixado por décadas de reinado da mídia analógica. A sua consequência costuma traduzir-se em planos de mídia homogêneos, repetitivos e por vezes pouco criativos.

Segundo dados da Experian Hitwise referentes ao mês de julho, é preciso cerca de 120 sites diferentes para se alcançar o volume de 75% de pageviews da internet no Brasil. Ou seja, existem pelo menos de 10 a 20 vezes mais opções que a TV aberta. Destes, metade não está diretamente ligada a nenhum grande grupo de comunicação. Embora aí estejam contidos players de peso como Facebook e Twitter, há também blogs e sites independentes menos conhecidos que poderiam ser inclusos no mix de comunicação de diversos anunciantes.

Tem mais. O Orkut sozinho recebe quase um quarto dos pageviews da internet. O que aconteceria se ele fosse arbitrariamente ignorado em nossos cálculos? Bem, teríamos um novo cenário hipotético, mas bastante intrigante. Nele seriam necessários não “apenas” 120 sites diferentes, mas mais de 50 mil (cinquenta mil!) para se chegar aos mesmos 75% de pageviews da internet brasileira. Portanto, ainda que existam grupos de comunicação dominantes, nem de longe podemos considerar que a internet seja equivalente a uma mídia como a TV aberta (ou mesmo por assinatura) no que diz respeito à sua concentração de mercado. E é por isso que a estratégia de concentrar verbas de comunicação exclusivamente em alguns players, ainda que dê menos trabalho, não soa tão abrangente quanto deveria ser quando o meio torna-se digital.

Em julho, dados inéditos divulgados pelo IAB Brasil revelam que a fatia digital do bolo publicitário “dobrou” da noite para o dia, fazendo com que o meio passasse a representar aproximadamente 10% dos investimentos publicitários no País. Isto aconteceu porque foram incluídos nos cálculos os investimentos, de ordem bilionária, feitos pelos anunciantes brasileiros nas ferramentas de busca. Aqui temos mais um ponto interessante. Dados da Experian Hitwise revelam que em julho o maior gerador de tráfego para o varejo foram sites de busca como o Google e o Bing (35%), seguidos pelos serviços de e-mail (8%). Diante de números tão expressivos, não seria o caso de darmos mais ênfase a estas modalidades em publicações e eventos que se debruçam sobre as melhores práticas da publicidade na internet?

Dados geográficos de visitas da Experian Hitwise mostram que, do ano passado para cá, todas as regiões do País cresceram em participação de mercado – exceto a região Sudeste, que perdeu cerca de 6% do seu tamanho no período. Sozinho, o estado de São Paulo caiu 8%, saindo de 37% para 34%. Enquanto isso, estados como Sergipe, Amazonas e Maranhão, por exemplo, cresceram 31%, 15% e 9% em sua participação, respectivamente. Isto não significa que há menos gente usando a internet em São Paulo, apenas que o ritmo de crescimento apresentado por outros estados é mais intenso à medida que a penetração da rede em suas regiões é inferior.

Fundamentalmente, o que quero dizer é que a internet brasileira vem ganhando novos contrastes, novas cores e novos sotaques. Isto tudo demonstra como o meio tem crescido de forma plural. E conforme o digital sai da margem para o centro tornando-se premissa na estratégia de comunicação de marcas e empresas, rebater mitos que o encaram como se fosse apenas mais um meio igual aos outros parece ser um exercício repetitivo, mas necessário. Ainda que há anos a rede esteja caminhando para se tornar o próximo grande meio de comunicação de massa, ela trará sempre consigo a sua pluralidade quintessencial – e os respectivos desafios intrínsecos a esta realidade.

Fonte: Juliano Marcílio, Presidente de Marketing Services da Serasa Experian e da Experian para a América Latina, e executivo responsável pelas operações do Hitwise América Latina e da Virid – an Experian Company. É também membro dos Comitês de Métricas e de SEM do IAB Brasil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Por que refazer seu site?

Há dezenas de razões para você refazer seu site. Algumas óbvias e outras, nem tanto. Veja algumas razões:

1) A idade do seu site
Se o seu site foi feito há mais de dois anos, com certeza ele corre um sério risco de parecer ultrapassado. Ou até mesmo porque você ou o web designer que criou o site está amadurecendo e conhecendo melhor a cada dia os visitantes de seu site. Talvez seja a hora de adequá-lo ao que você descobriu de novo. Muitos sites tem introdução em flash, por exemplo, isso está se tornando impraticável. O link pular introdução é um dos atalhos mais utilizados hoje principalmente para visitantes que precisam ir direto a uma informação específica do site.
Se o seu site parece um pouquinho velho, é hora de uma plástica.

2) Fique a frente da concorrência
Na internet é muito fácil encontrar a informação sobre sua empresa ou seus serviços, em apenas um clique você pode ter um novo visitante. O web designer não pode esperar a concorrência trazer novidades para então copiar e implementar no site. Ele precisa estar a frente. Os visitantes mudam de conceito a respeito da empresa a partir do site. Gaste um pouco de tempo analisando os sites da concorrência. Esta é uma das mais importantes tarefas antes de começar a refazer seu site. Se você notar que a concorrência está melhor que você, mãos ao mouse agora mesmo.

3) O design não reflete o que o seu visitante esperava
Quando um visitante entra no seu site ele espera ver a identidade de sua empresa. Se o seu site parece profissional e cheio de conteúdo relevante que ajuda o visitante, ele vai achar que sua empresa tem as mesmas características.
Veja se seu site passa uma mensagem objetiva dos serviços que apresenta aos clientes. Peça para pessoas que não tenham ligação com o seu site analisarem seu trabalho. A partir daí você pode verificar se o seu site transmite o que precisa.

4) Atrair mais visitantes
Se a pessoa nunca ouviu falar no seu site, como espera que ela chegue até ele e conheça seu conteúdo, seus serviços ou sua empresa? Um novo site pode atrair mais visitantes.
Verifique se o objetivo de seu site está especificado corretamente nos mecanismos de busca. Reformule as palavras e faça com que os visitantes que um dia já passaram por seu site se deparem com um novo site onde os objetivos são mais claros e tudo o que o visitante precisa está mais fácil de encontrar.

5) Faça seu site mais fácil de usar, ajude os visitantes a encontrar o que precisa
Navegação simples e portanto rápida. Nada de animações longas para apresentar seu serviço. Se quiser impressionar o visitante com seus conhecimentos sobre ferramentas de animação faça de forma sutil que não interfira na busca do visitante pela informação.
Outro detalhe - cuidado com os caminhos longos, ou seja, se o seu site faz o visitante navegar mais de duas páginas para encontrar o que precisa, ele tem problema. Poupe cliques de seu visitante. Reformule a estrutura veja se não há páginas que podem ser eliminadas ou mesmo conteúdos que possam estar na mesma página.

A navegação tem que ser leve. Mantenha um padrão visual nas páginas internas de cores, fontes e posicionamento dos objetos, para que os olhos do visitante não tenham impacto entre uma página e outra como se estivessem mudando de site, desta forma você torna a navegação mais agradável e o visitante passa mais tempo no seu site.

6) Comunicação mais eficiente e assuntos relevantes
Atenção: reformular um site não é apenas mudar o layout e reposicionar os assuntos nas páginas. Tenha em mente que melhorar o layout e a navegação pode atrair e segurar mais tempo o visitante em sua página mas para a reformulação ser eficiente o conteúdo precisa caminhar junto com estas mudanças. Pense bem, conteúdos são tão perecíveis quanto os layouts na internet.

Dicas:
Separe as informações. Deixe os links dos assuntos mais importantes na página principal. Use a lixeira. Jogue fora o que não é visitado e é irrelevante.
Se não é você quem cuida do que o visitante lê ou vê, converse com esta pessoa, sugira a partir dos relatórios de visitas por páginas o que está sendo pouco visitado e merece destaque ou o que pode ser eliminado.
Atenção especial para a página de contato. Poucas perguntas, se você tem um cadastro longo, verifique o que pode ser cortado. Respostas para perguntas do seu questionário que nunca foram utilizadas em sua empresa para melhorar ou para pesquisa. Esta pergunta deve ser retirada.
E atenção, teste sempre todos os links, pelo menos uma vez a cada 15 dias, navegue incansavelmente, teste a página de contato todos os dias. E antes de colocar no ar, faça o básico teste seu site em diversas configurações de monitor e se possível em outros navegadores, detalhes que podem render um visitante ou muitos a mais.
Use também o bom senso - ouça sempre sugestões de outros profissionais para incrementar seu website.

Fonte: Editorial Abraweb
Site: www.abraweb.com.br