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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Profissional de Marketing: Amigo ou Adversário? – Parte 1

O grande volume de comunicação e mensagens irrelevantes enviadas aos clientes têm feito os profissionais de marketing serem vistos como adversários. 

 Os consumidores hoje em dia estão mais exigentes. Basta uma simples virada no tempo, uma economia em desaceleração, falta de crédito ou decisões do governo que contribuem para causar um desconforto geral e levá-los a pensar duas vezes sobre assuntos que antes não pensariam nem uma vez se quer. 

A confiança não é mais como era antigamente. Até os clientes mais leais estão revendo suas escolhas e olhando para as mensagens que recebem com um ponto de vista crítico. Não importa se os profissionais de marketing estão trabalhando com marketing 1to1® ou marketing de massa. Definir o público-alvo ainda deve ser o ponto de partida e foco de qualquer campanha. 

Neste jogo, muitos clientes estão vendo os profissionais de marketing como adversários, ao invés de os enxergarem como seus companheiros, que os guiam em direção a um benefício mútuo. Assim, os profissionais de marketing devem se perguntar: Como meus consumidores estão me vendo? E por que isso importa?

Os consumidores estão vivendo uma verdadeira avalanche de comunicação, com um número elevado de mensagens enviadas diariamente, seja através de mala direta, e-mail marketing ou uma ligação. Sendo assim, eles começaram a tomar duas medidas que diminuem as chances dos profissionais de marketing de conseguir atingi-los e, principalmente, influenciá-los. 

Por um lado, os consumidores estão dando opt-out. O volume de pessoas que está optando por sair das listas de e-mail marketing bate recorde. A maioria deles exclui as mensagens sem ao menos tê-las lido. Quando isso acontece, as empresas perdem uma importante conexão com seu público-alvo.

Por outro lado, o crescimento das redes sociais, como Twitter, Blogs e Facebook, dão suporte ao diálogo que os consumidores desejam ter, assim como o poder da voz que ele sempre quis. De acordo com um relatório divulgado pela Nielsen, os consumidores confiam mais em seus amigos reais e "virtuais" que as empresas on-line com as quais realizam qualquer tipo de negócio. 

Há inúmeras consequências de ser visto como adversário do cliente. Os opt-outs dos clientes, sejam eles reais ou virtuais, estão diminuindo as oportunidades que as empresas têm para se comunicar com eles que querem um diálogo. Ao perceber que as empresas estão mais preocupadas com transações que em manter uma conversa, eles buscam essa relação em outros lugares, muitas vezes com seu concorrente. 

Ao invés de se preocupar em bombardear seu consumidor com mensagens em todas as campanhas realizadas, as empresas devem pensar em como esta comunicação unilateral pode levar a um opt-out, que destrói sua relação de longo prazo com seu cliente e, por consequência, prejudica a lucratividade do negócio. 

Na próxima semana, disponibilizaremos dicas para as empresas reverem suas ações e tomarem decisões para que a relação empresa-cliente se torne mais próxima de uma relação pessoa-pessoa, a fim de que os profissionais de marketing sejam percebidos como amigos e não adversários. 

Fonte: Jeff Nicholson - responsável pela divisão global de marketing de produto, estratégia e visão da Portrait Software

quinta-feira, 22 de março de 2012

Como encontrar e reter talentos na empresa?

Saber encaixar os profissionais na empresa é fundamental para o bom desempenho da companhia.

Atualmente, o mercado vive o chamado “apagão de talentos”. Falta profissionais em diversas áreas, não só bons profissionais, mas qualquer tipo de pessoa que possa exercer, com certa habilidade, uma determinada função. Mesmo em um cenário como esse, algumas empresas ainda se dão ao luxo de agir como a história que contarei a seguir.

Durante um trabalho de consultoria em uma empresa, conheci uma funcionária que acabara de ser contratada, a Vivian. Suas habilidades pessoais, somadas às suas capacidades técnicas fortemente enriquecidas por seu alto grau de formação, fizeram dela a escolha ideal para assumir a posição de gerente de novos projetos da empresa.

Alguns meses mais tarde, a necessidade de reestruturação falou mais alto e as mudanças aconteceram. Algumas equipes foram fragmentadas, outras foram totalmente desfeitas. Como não poderia deixar de ser, o talentoso time que Vivian havia montado também sofreu com as mudanças. Com a fragmentação, os principais talentos da equipe foram realocados em outras, para que, dessa forma, eles pudessem ajudar no desenvolvimento dos novos grupos. Vivian também foi realocada. Por sorte, para uma área em que suas habilidades e seu conhecimento eram exigidos ao máximo. Os resultados foram percebidos rapidamente. Parecia que ela era feita sob medida para a nova posição e imediatamente se tornou uma integrante produtiva da nova equipe.

Como o cenário ainda exigia uma nova postura e uma imediata intervenção, novas mudanças foram aplicadas. Dessa vez, para sua infelicidade, Vivian não se adaptou muito bem ao novo cenário. Suas habilidades, diante de seus novos companheiros, não pareciam tão impressionantes e, para piorar ainda mais a situação, seu novo chefe a colocou para desempenhar atividades que não estavam alinhadas com seu perfil. Por mais que ela se esforçasse, não alcançava resultados sequer semelhantes aos que poderia ou que estivessem à altura de seu padrão usual.

Recentemente fui visitá-los e pude ver, de longe, Vivian. Sua linguagem corporal era a de uma pessoa derrotada, sem motivação. O sorriso habitual havia sumido. Aquela profissional motivada, ágil, talentosa e vencedora havia desaparecido dentro dessa nova pessoa.

Reter talentos requer muito mais do que simplesmente contratá-los, pagar bem e dar benefícios. Saber exatamente onde cada talento é exigido, o quanto ele poderá ser desafiado e como suas habilidades podem ser cada vez mais desenvolvidas é função de um líder talentoso. O sucesso de uma empresa é construído a partir do talento de seus membros. Mantenha isto sempre em mente: quando um líder falha, pessoas erram e empresas morrem.

Fonte: David P. Lima Jr é palestrante, consultor de empresas e diretor da Mega Treinamentos (www.megatreinamentos.com.br).